As novas tecnologias na educação fazem parte da geração do século XXI e cabe aos educadores se aperfeiçoarem para garantir um ensino de qualidade. Sabemos das dificuldades que enfrenta-se nas escolas públicas, no entanto, é nossa a responsabilidade de levar o conhecimento ao aluno, mesmo àqueles desprovido de recursos financeiros.
Como exemplo prático levamos aos conhecimento do grupo, trabalhos realizados em sala de aula, numa escola pública e de periferia, porém com qualidade. A turma do 3º ano do ensino médio produziu textos virtuais com slides,vídeos, imagens, músicas sobre o tema proposto: ”preconceito.” E numa conversa de jovem para jovem abordaram os mais diversos assuntos. Concluíram o trabalho com os alunos narrando suas experiências e refletindo sobre questãoes polêmicas vivenciadas na escola e na comunidade.Com o lema "Todos somos iguais, diga não ao preconceito" foi o tema do trabalho abordado pelos alunos e coordenado pela prof. Ana Margarete Minotto.
A turma do 3º ano do ensino médio produziu textos virtuais com slides,vídeos, imagens, músicas sobre o tema proposto: ”preconceito.” E numa conversa de jovem para jovem abordaram os mais diversos assuntos. Concluíram o trabalho com os alunos narrando suas experiências e refletindo sobre questãoes polêmicas vivenciadas na escola e na comunidade.Com o lema "Todos somos iguais, diga não ao preconceito" foi o tema do trabalho abordado pelos alunos e coordenado pela prof. Ana Margarete Minotto.
domingo, 30 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Reportagem da Revista Nova Escola
Olá, Pessoal
Gostaria de compartilhar esta reportagem com vocês!
Abraço
Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula
último acesso: 28/05/2010.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Motivação gera Interação
De acordo com as leituras realizadas no ambiente, acredito que a motivação é uma das estratégias para que haja interação em um ambiente virtual de aprendizagem. Nesse sentido, Santos (2006) argumenta que um ambiente virtual é um espaço produtivo de significação onde os seres humanos e as tecnologias interagem, potencializando a construção do conhecimento. Ainda na visão desse autor:
Por mais que ele seja hipertextual, é necessário que seja interativo. É a interatividade com o conteúdo e com seus autores que faz um site ou software se constituir um AVA. Para que o processo de troca e partilha de sentidos possa ser efetivo, poderemos criar interfaces síncronas, a exemplo dos chats ou salas de bate-papo, e assíncronas, a exemplo dos fóruns e listas de discussão. Podemos contar também com os blogs, que além de permitir comunicação síncrona e assíncrona, agregam em seu formato hipertextual uma infinidade de linguagens e formas de expressão (SANTOS, 2006, p. 228).
Em conformidade com este pensamento, acredito que a aprendizagem eficaz em ambientes virtuais além de ser interativa deve ser atrativa e interessante para os alunos, que possam se sentir motivados, pois as pessoas aprendem mais quando estão motivadas. Um ambiente bem planejado com recursos de interatividade e que usa recursos multimídia para envolver os alunos, com atividades mais práticas que prendam a atenção, tornam o material didático mais atrativo e mantêm sua motivação. A seguir será conceituada cada uma das interfaces de acordo com as definições de Santos (2006):
Os Chats ou salas de bate-papo: É possibilitada a comunicação em tempo real, os participantes podem se comunicar com todos que estiverem conectados pelo ambiente virtual de aprendizagem.
Os fóruns: Permite o registro e a comunicação de significados por todos através da tecnologia, a mensagem é circulada e comentada por todos os sujeitos do processo de comunicação.
Listas de discussão: Têm quase as mesmas características do fórum, utiliza a comunicação assíncrona, onde todos podem se comunicar com todos.
Os blogs: São como diários on-line. O que antes era restrito ao espaço atômico dos diários pessoais é hoje socializado para o mundo inteiro. Através dele os sujeitos podem editar e atualizar mensagens do formato hipertextual.
Os ambientes digitais interativos favorecem o desenvolvimento de competências relacionadas com a escrita e interpretação de textos, pois a leitura e interpretação de materiais didáticos e hipertextuais contribuem para que o aluno desenvolva essas habilidades.
Por mais que ele seja hipertextual, é necessário que seja interativo. É a interatividade com o conteúdo e com seus autores que faz um site ou software se constituir um AVA. Para que o processo de troca e partilha de sentidos possa ser efetivo, poderemos criar interfaces síncronas, a exemplo dos chats ou salas de bate-papo, e assíncronas, a exemplo dos fóruns e listas de discussão. Podemos contar também com os blogs, que além de permitir comunicação síncrona e assíncrona, agregam em seu formato hipertextual uma infinidade de linguagens e formas de expressão (SANTOS, 2006, p. 228).
Em conformidade com este pensamento, acredito que a aprendizagem eficaz em ambientes virtuais além de ser interativa deve ser atrativa e interessante para os alunos, que possam se sentir motivados, pois as pessoas aprendem mais quando estão motivadas. Um ambiente bem planejado com recursos de interatividade e que usa recursos multimídia para envolver os alunos, com atividades mais práticas que prendam a atenção, tornam o material didático mais atrativo e mantêm sua motivação. A seguir será conceituada cada uma das interfaces de acordo com as definições de Santos (2006):
Os Chats ou salas de bate-papo: É possibilitada a comunicação em tempo real, os participantes podem se comunicar com todos que estiverem conectados pelo ambiente virtual de aprendizagem.
Os fóruns: Permite o registro e a comunicação de significados por todos através da tecnologia, a mensagem é circulada e comentada por todos os sujeitos do processo de comunicação.
Listas de discussão: Têm quase as mesmas características do fórum, utiliza a comunicação assíncrona, onde todos podem se comunicar com todos.
Os blogs: São como diários on-line. O que antes era restrito ao espaço atômico dos diários pessoais é hoje socializado para o mundo inteiro. Através dele os sujeitos podem editar e atualizar mensagens do formato hipertextual.
Os ambientes digitais interativos favorecem o desenvolvimento de competências relacionadas com a escrita e interpretação de textos, pois a leitura e interpretação de materiais didáticos e hipertextuais contribuem para que o aluno desenvolva essas habilidades.
Referência:
SANTOS, Edméa Oliveira dos. Articulação de saberes na EaD online. Por uma rede de interdisciplinaridade e interativa de conhecimentos em ambientes virtuais de aprendizagem. In SILVA, Marcos. Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Edições Loyola, 2006.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Interação mediada por computador: a comunicação e a educação a distância segundo uma perspectiva sistêmico-relacional
ALUNO TICS MARCELLO FERRAZ - SANTANA DO LIVRAMENTO RS
Achei muito interessante esta informação, sobre a Tese de doutorado de Alex Fernando Ferreira Primo, já que foi mencionado e assistimos o video dele, e postei minha CONCLUSÃO PARTICULAR NO FINAL.
Título: Interação mediada por computador: a comunicação e a educação a distância segundo uma perspectiva sistêmico-relacional
Autor: Alex Fernando Teixeira Primo, 34 anos, é graduado em Publicidade e Jornalismo na Universidade Católica de Pelotas, em 1991. O mestrado, em Jornalismo, foi feito na Butler University, no estado de Indiana, Estados Unidos, em 1993. Defendeu sua tese de doutorado em março de 2003, no programa de Informática na Educação. É professor de projeto gráfico e computação gráfica do curso de Publicidade da UFRGS e coordenador do Laboratório do Núcleo de Pesquisa em Informação e Novas Tecnologias.
Objetivo: Análise da comunicação interpessoal mediada por computador. "Mas eu não queria usar os modelos tecnicistas que estavam à disposição. Então estudei a interação mediada por computador, tanto a mútua como a reativa, fazendo uma crítica às teorias da interatividade e à inteligência artificial", explica o autor.
Tempo de duração: De 1998 a 2003
Processo de elaboração: A idéia para o trabalho de Doutorado foi o amadurecimento e a continuidade de estudos que Primo iniciou em seu mestrado, nos Estados Unidos. "No mestrado estudei a comunicação interpessoal. Então, na tese, por eu ser uma pessoa da Comunicação fazendo doutorado no programa de pós-graduação de Informática na Educação, tentei fazer minha contribuição no sentido de trazer o olhar da Comunicação para a Educação a Distância", conta Primo. Em 1998, no início do Doutorado, começou a estudar a questão da interatividade e percebeu que os textos eram extremamente tecnicistas. "O estudo da comunicação humana, entre alunos e professores, era muito simplista, e foi aí que retornei à comunicação interpessoal, porque desde o início da Web se via que a comunicação de massa era sempre o modelo ´um - todos`. E na internet se permite o modelo ´um - um` ou ´todos - todos`. Por isso me pareceu lógico estudar os chats e os fóruns", explica.
Aplicação prática: O roteiro criado para avaliar ambientes de educação a distância pode ser utilizado por outros pesquisadores. "A contribuição deste trabalho é teórico-conceitual. Criei um roteiro e uma teoria para estudar a comunicação mediada por computador. Toda a tese está sempre calcada em um trabalho prático, empírico. Toda crítica que faço é exercitada antes. Criei a Cybelle, uma robô, que pode ser utilizada para estudar inteligência artificial e de como se reproduz o pensamento humano", explica Primo.
O que pretende fazer agora: Participa de um projeto de construção de um ambiente de educação a distância que será utilizado pela UFRGS. "Vamos pensar na cooperação online e preparar um projeto de edição de textos coletivos, que eu chamo de hipertexto cooperativo. Serão vários internautas podendo criar o mesmo texto coletivamente, um alternando a produção do outro. Através da interação, as pessoas vão criando um relacionamento e isso tem um impacto recursivo entre elas", diz o professor.
A Tese: A primeira parte do trabalho de Primo se dedica à crítica das teorias já existentes sobre interatividade. "Todas essas idéias são tecnicistas, transmissionistas e têm repercussão na educação a distância, que é pensada de acordo com esses modelos", afirma.
Como base teórica, ele utilizou os modelos de Piaget e Paulo Freire. "A transmissão de conteúdos na educação se associa a um modelo behaviorista, comportamentalista da Psicologia. Fui buscar referência nestes autores, porque acredito que o que tem sido feito em EAD é a reprodução ao invés da construção do conhecimento. E os autores defendem a cooperação, a construção coletiva. Por isso acredito que se deve pensar a EAD não simplesmente como colocar apostilas digitais no ar e avaliar o aluno apenas através de testes de múltipla escolha que são até corrigidos automaticamente. O que se deve fazer é valorizar todos os processos que os educandos estão envolvidos. Eles são responsáveis pelo aprendizado dos colegas, valorizando a autonomia e os trabalhos em grupo", explica.
O conceito de autonomia pensado por Primo não é, segundo ele, a pessoa estar anonimamente em casa lendo a apostila e respondendo a um teste de múltipla escolha, mas no sentido de ter a possibilidade de selecionar os assuntos que interessam, fazer seus próprios trabalhos e ser crítico.
O pesquisador apresenta uma tipologia para avaliar a interação mútua e a reativa. A mútua se refere ao impacto recursivo (interativo) entre os interagentes. "À medida que se interage, o próprio relacionamento vai sendo criado entre eles e tendo impacto sobre eles. Um chat é um exemplo disso", diz Primo. Interação reativa é aquela que depende da previsão. Quando se clica em um link, por exemplo, ele vai destinar o usuário sempre para uma página determinada. "Nesse caso, não posso alterar o link, é outra pessoa que determina a minha interconexão", explica. Entre as aplicações que o pesquisador fez, está a criação de uma robô de conversação, Cybelle, que simula um bate-papo e responde a perguntas. O objetivo é fazer uma crítica à inteligência artificial. "Associado ao processo teórico, sempre tinha um outro mais criativo, prático, através da criação de mecanismos para poder exercitar e comprovar que o que eu estava propondo não era simplesmente algo sem repercussão real", conta.
Na parte final da tese, Primo fala sobre a educação a distância, reunindo toda a discussão, e oferecendo um roteiro para avaliação dos ambientes utilizados. "Só que aqui o ambiente de educação a distância não é simplesmente o software utilizado, vazio de pessoas, mas todo o geoprocesso educacional envolvendo aí, claro, além do software, os professores e os educandos", explica.
A tese de Primo foi premiada pela Sociedade Brasileira de Informática na Educação e também no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. "Fiquei feliz com os dois prêmios, porque sou da Comunicação, mas fiz um trabalho interdisciplinar e fui premiado pelas duas sociedades. É sinal de que a área de educação a distancia merece essa abordagem interdisciplinar", diz o pesquisador.
Conclusões: Foram elaboradas tipologias para avaliação da interatividade e o autor, durante todo o período do doutorado, criou ferramentas que possibilitaram sua análise sobre o tema proposto. "Criei a robô Cybelle justamente para mostrar que não é possível reproduzir o comportamento humano", diz Primo. "Quando converso com a robô, ela vai sempre responder aquilo que eu a programei para dizer, ela não percebe contexto, não se lembra do que aconteceu antes".
Sobre o estudo da interatividade, o pesquisador destaca que a partir dos seus estudos é possível dizer que os cursos a distância que funcionam apenas de forma expositiva - o que ele chama de "apostilas digitais" - ficam apenas na interação reativa e não permitem a criatividade. "Isso, como diria Paulo Freire, é uma educação bancária, reprodutora", explica. "Eu tento chamar a atenção de que para um processo construtivista, como defendido por Freire, é importante que o ambiente tenha ferramentas tecnológicas para facilitar a interação mútua convidando os alunos para fazerem trabalhos em grupo, participar do processo de aprendizagem de forma ativa, porque entendo que a interação valoriza a inventividade, não a reprodução, mas a autonomia e a crítica", conclui.
FONTE = http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=2392
CONCLUSÃO DO ALUNO MARCELLO FERRAZ
Acredito também que não devemos cair na robótica, na inteligência artificial, embora eu admiro muitas coisas que já surgiram dela como o emprego da lógica computacional para solucionar problemas (VER (1)), e sim devemos nos atentar à relação ENTRE as pessoas, pois afinal de contas, NÓS somos os criadores e NÓS necessitamos de interagir com nossos semelhantes, pois somente o ser humano é o computador perfeito nessa história toda, então também vejo sistemas de computador que simulam um usuário remoto e que fica tentando interagir com o ser humano, com perguntas padronizadas, logicamente criadas por um programador, então é necessário que visemos estar conectado com outras pessoas, mas ter em mente que são pessoas como nós, e não somente uma tela e um teclado que envia e recebe mensagens. Inclusive eu particularmente observo que muitas vezes o receptor de uma mensagem via computador não entende o real sentido "da coisa" pois não podemos transmitir os SENTIMENTOS via teclado, não é mesmo? Em fim, acredito que futuramente possa ser feito algo nesse sentido, da emoção, coisa tão particular do ser humano e que jamais a robótica poderá copiar.
(1)- A Inteligência Artificial (IA) é uma área de pesquisa da ciência da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.
Inicialmente a IA visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a idéia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é bastante difícil de se definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.
A aplicação prática: (como exemplos)
* Robótica: Muitos cirurgiões agora utilizam robôs assistentes em microcirurgias. O HipNav é um sistema que emprega técnicas de visão computacional para criar um modelo tridimensional da anatomia interna de um paciente, e depois utiliza controle robótico para orientar a inserção de uma prótese de substituição do quadril.
* Reconhecimento de linguagem e resolução de problemas: O PROVERB é um programa computador que resolve quebra-cabeças de palavras cruzadas melhor que a maioria dos seres humanos.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_artificial
Achei muito interessante esta informação, sobre a Tese de doutorado de Alex Fernando Ferreira Primo, já que foi mencionado e assistimos o video dele, e postei minha CONCLUSÃO PARTICULAR NO FINAL.
Título: Interação mediada por computador: a comunicação e a educação a distância segundo uma perspectiva sistêmico-relacional
Autor: Alex Fernando Teixeira Primo, 34 anos, é graduado em Publicidade e Jornalismo na Universidade Católica de Pelotas, em 1991. O mestrado, em Jornalismo, foi feito na Butler University, no estado de Indiana, Estados Unidos, em 1993. Defendeu sua tese de doutorado em março de 2003, no programa de Informática na Educação. É professor de projeto gráfico e computação gráfica do curso de Publicidade da UFRGS e coordenador do Laboratório do Núcleo de Pesquisa em Informação e Novas Tecnologias.
Objetivo: Análise da comunicação interpessoal mediada por computador. "Mas eu não queria usar os modelos tecnicistas que estavam à disposição. Então estudei a interação mediada por computador, tanto a mútua como a reativa, fazendo uma crítica às teorias da interatividade e à inteligência artificial", explica o autor.
Tempo de duração: De 1998 a 2003
Processo de elaboração: A idéia para o trabalho de Doutorado foi o amadurecimento e a continuidade de estudos que Primo iniciou em seu mestrado, nos Estados Unidos. "No mestrado estudei a comunicação interpessoal. Então, na tese, por eu ser uma pessoa da Comunicação fazendo doutorado no programa de pós-graduação de Informática na Educação, tentei fazer minha contribuição no sentido de trazer o olhar da Comunicação para a Educação a Distância", conta Primo. Em 1998, no início do Doutorado, começou a estudar a questão da interatividade e percebeu que os textos eram extremamente tecnicistas. "O estudo da comunicação humana, entre alunos e professores, era muito simplista, e foi aí que retornei à comunicação interpessoal, porque desde o início da Web se via que a comunicação de massa era sempre o modelo ´um - todos`. E na internet se permite o modelo ´um - um` ou ´todos - todos`. Por isso me pareceu lógico estudar os chats e os fóruns", explica.
Aplicação prática: O roteiro criado para avaliar ambientes de educação a distância pode ser utilizado por outros pesquisadores. "A contribuição deste trabalho é teórico-conceitual. Criei um roteiro e uma teoria para estudar a comunicação mediada por computador. Toda a tese está sempre calcada em um trabalho prático, empírico. Toda crítica que faço é exercitada antes. Criei a Cybelle, uma robô, que pode ser utilizada para estudar inteligência artificial e de como se reproduz o pensamento humano", explica Primo.
O que pretende fazer agora: Participa de um projeto de construção de um ambiente de educação a distância que será utilizado pela UFRGS. "Vamos pensar na cooperação online e preparar um projeto de edição de textos coletivos, que eu chamo de hipertexto cooperativo. Serão vários internautas podendo criar o mesmo texto coletivamente, um alternando a produção do outro. Através da interação, as pessoas vão criando um relacionamento e isso tem um impacto recursivo entre elas", diz o professor.
A Tese: A primeira parte do trabalho de Primo se dedica à crítica das teorias já existentes sobre interatividade. "Todas essas idéias são tecnicistas, transmissionistas e têm repercussão na educação a distância, que é pensada de acordo com esses modelos", afirma.
Como base teórica, ele utilizou os modelos de Piaget e Paulo Freire. "A transmissão de conteúdos na educação se associa a um modelo behaviorista, comportamentalista da Psicologia. Fui buscar referência nestes autores, porque acredito que o que tem sido feito em EAD é a reprodução ao invés da construção do conhecimento. E os autores defendem a cooperação, a construção coletiva. Por isso acredito que se deve pensar a EAD não simplesmente como colocar apostilas digitais no ar e avaliar o aluno apenas através de testes de múltipla escolha que são até corrigidos automaticamente. O que se deve fazer é valorizar todos os processos que os educandos estão envolvidos. Eles são responsáveis pelo aprendizado dos colegas, valorizando a autonomia e os trabalhos em grupo", explica.
O conceito de autonomia pensado por Primo não é, segundo ele, a pessoa estar anonimamente em casa lendo a apostila e respondendo a um teste de múltipla escolha, mas no sentido de ter a possibilidade de selecionar os assuntos que interessam, fazer seus próprios trabalhos e ser crítico.
O pesquisador apresenta uma tipologia para avaliar a interação mútua e a reativa. A mútua se refere ao impacto recursivo (interativo) entre os interagentes. "À medida que se interage, o próprio relacionamento vai sendo criado entre eles e tendo impacto sobre eles. Um chat é um exemplo disso", diz Primo. Interação reativa é aquela que depende da previsão. Quando se clica em um link, por exemplo, ele vai destinar o usuário sempre para uma página determinada. "Nesse caso, não posso alterar o link, é outra pessoa que determina a minha interconexão", explica. Entre as aplicações que o pesquisador fez, está a criação de uma robô de conversação, Cybelle, que simula um bate-papo e responde a perguntas. O objetivo é fazer uma crítica à inteligência artificial. "Associado ao processo teórico, sempre tinha um outro mais criativo, prático, através da criação de mecanismos para poder exercitar e comprovar que o que eu estava propondo não era simplesmente algo sem repercussão real", conta.
Na parte final da tese, Primo fala sobre a educação a distância, reunindo toda a discussão, e oferecendo um roteiro para avaliação dos ambientes utilizados. "Só que aqui o ambiente de educação a distância não é simplesmente o software utilizado, vazio de pessoas, mas todo o geoprocesso educacional envolvendo aí, claro, além do software, os professores e os educandos", explica.
A tese de Primo foi premiada pela Sociedade Brasileira de Informática na Educação e também no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. "Fiquei feliz com os dois prêmios, porque sou da Comunicação, mas fiz um trabalho interdisciplinar e fui premiado pelas duas sociedades. É sinal de que a área de educação a distancia merece essa abordagem interdisciplinar", diz o pesquisador.
Conclusões: Foram elaboradas tipologias para avaliação da interatividade e o autor, durante todo o período do doutorado, criou ferramentas que possibilitaram sua análise sobre o tema proposto. "Criei a robô Cybelle justamente para mostrar que não é possível reproduzir o comportamento humano", diz Primo. "Quando converso com a robô, ela vai sempre responder aquilo que eu a programei para dizer, ela não percebe contexto, não se lembra do que aconteceu antes".
Sobre o estudo da interatividade, o pesquisador destaca que a partir dos seus estudos é possível dizer que os cursos a distância que funcionam apenas de forma expositiva - o que ele chama de "apostilas digitais" - ficam apenas na interação reativa e não permitem a criatividade. "Isso, como diria Paulo Freire, é uma educação bancária, reprodutora", explica. "Eu tento chamar a atenção de que para um processo construtivista, como defendido por Freire, é importante que o ambiente tenha ferramentas tecnológicas para facilitar a interação mútua convidando os alunos para fazerem trabalhos em grupo, participar do processo de aprendizagem de forma ativa, porque entendo que a interação valoriza a inventividade, não a reprodução, mas a autonomia e a crítica", conclui.
FONTE = http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=2392
CONCLUSÃO DO ALUNO MARCELLO FERRAZ
Acredito também que não devemos cair na robótica, na inteligência artificial, embora eu admiro muitas coisas que já surgiram dela como o emprego da lógica computacional para solucionar problemas (VER (1)), e sim devemos nos atentar à relação ENTRE as pessoas, pois afinal de contas, NÓS somos os criadores e NÓS necessitamos de interagir com nossos semelhantes, pois somente o ser humano é o computador perfeito nessa história toda, então também vejo sistemas de computador que simulam um usuário remoto e que fica tentando interagir com o ser humano, com perguntas padronizadas, logicamente criadas por um programador, então é necessário que visemos estar conectado com outras pessoas, mas ter em mente que são pessoas como nós, e não somente uma tela e um teclado que envia e recebe mensagens. Inclusive eu particularmente observo que muitas vezes o receptor de uma mensagem via computador não entende o real sentido "da coisa" pois não podemos transmitir os SENTIMENTOS via teclado, não é mesmo? Em fim, acredito que futuramente possa ser feito algo nesse sentido, da emoção, coisa tão particular do ser humano e que jamais a robótica poderá copiar.
(1)- A Inteligência Artificial (IA) é uma área de pesquisa da ciência da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.
Inicialmente a IA visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a idéia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é bastante difícil de se definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.
A aplicação prática: (como exemplos)
* Robótica: Muitos cirurgiões agora utilizam robôs assistentes em microcirurgias. O HipNav é um sistema que emprega técnicas de visão computacional para criar um modelo tridimensional da anatomia interna de um paciente, e depois utiliza controle robótico para orientar a inserção de uma prótese de substituição do quadril.
* Reconhecimento de linguagem e resolução de problemas: O PROVERB é um programa computador que resolve quebra-cabeças de palavras cruzadas melhor que a maioria dos seres humanos.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_artificial
terça-feira, 18 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
A interação mediada por computador, possibilita a troca de informações, esta por sua vez, propicia o aprendizado.
O aprendizado que nos é ofertado através de cursos de formação continuada, e mediado por computador, um desafio para alunos/professores que ainda possuem acesso restrito a máquina, esta que nos assusta, desacomoda o sujeito aprendiz do seu espaço tradicional de aprendizagem.
É comum aluno/aprendiz sentir-se perdido, mas isto não pode persistir por um período longo, isto poderá levar o aprendiz a desistir de seus propósitos - aprendizagem - conhecimento - interação - troca de informações.
A Educação e Internet unidas tem proporcionado a produção de materiais dedicados ao ensino em sala de aula, formação de professores na área das tecnológicas. As tecnologias que estão disponíveis de forma ampla, atingiram e auxiliam todas as áreas do conhecimento, cabe a cada ator deste processo, buscar qual a parcela já pesquisada do conhecimento, poderá auxiliar seu trabalho, ou beneficiar a pesquisa do ator.
A escola ainda que de forma tardia, vem promovendo e buscando a formação de seus atores atuantes na educação. Incorporar a tecnologia ao ensino possibilita não só ao aluno aprendiz de sala de aula aprender, todos envolvidos no processo educativo são beneficiados com a troca, interação mediada por computador, seja a comunicação direta em sala de aula, fazendo uso do computador e pesquisa na rede mundial de computadores, ou citando o nosso exemplo de interação que só é possível através da rede mundial de computadores que nos conecta, nos une em torno de um objetivo: UTILIZAÇÃO DAS TIC NO NOSSO DIA A DIA.
O aprendizado que nos é ofertado através de cursos de formação continuada, e mediado por computador, um desafio para alunos/professores que ainda possuem acesso restrito a máquina, esta que nos assusta, desacomoda o sujeito aprendiz do seu espaço tradicional de aprendizagem.
É comum aluno/aprendiz sentir-se perdido, mas isto não pode persistir por um período longo, isto poderá levar o aprendiz a desistir de seus propósitos - aprendizagem - conhecimento - interação - troca de informações.
A Educação e Internet unidas tem proporcionado a produção de materiais dedicados ao ensino em sala de aula, formação de professores na área das tecnológicas. As tecnologias que estão disponíveis de forma ampla, atingiram e auxiliam todas as áreas do conhecimento, cabe a cada ator deste processo, buscar qual a parcela já pesquisada do conhecimento, poderá auxiliar seu trabalho, ou beneficiar a pesquisa do ator.
A escola ainda que de forma tardia, vem promovendo e buscando a formação de seus atores atuantes na educação. Incorporar a tecnologia ao ensino possibilita não só ao aluno aprendiz de sala de aula aprender, todos envolvidos no processo educativo são beneficiados com a troca, interação mediada por computador, seja a comunicação direta em sala de aula, fazendo uso do computador e pesquisa na rede mundial de computadores, ou citando o nosso exemplo de interação que só é possível através da rede mundial de computadores que nos conecta, nos une em torno de um objetivo: UTILIZAÇÃO DAS TIC NO NOSSO DIA A DIA.
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